USO DOS SISTEMAS DE DECISÃO AUTOMATIZADA NO CONTROLE DE DIABETES MELLITUS TIPO 1 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.523Palavras-chave:
Diabetes Mellitus Tipo 1, Bombas de Infusão de Insulina, Monitorização Contínua da Glicose, AlgoritmosResumo
Introdução: O diabetes tipo 1 é uma endocrinopatia prevalente na pediatria. No contexto do alcance de metas glicêmicas adequadas, a integração de algoritmos a bombas de insulina à monitorização contínua da glicose emerge como inovação promissora para aprimorar o cuidado clínico Objetivo: Analisar os impactos dos sistemas de decisão automatizada no manejo do diabetes tipo 1 em crianças e adolescentes Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura embasada em artigos científicos em português e inglês, datados de 2020 a 2025. A estratégia de busca utilizou dados do Pubmed a partir dos descritores “Diabetes Mellitus, Type 1’’ ‘’Insulin Infusion Systems’’ ‘’Continuous Glucose Monitoring’’ ‘’Algorithms’’ ‘’Artificial Intelligence’’ Resultados: Os sistemas de decisão automatizada integram o sistema de infusão contínua de insulina (SICI) à monitorização contínua da glicose (MCG), ajustando a liberação de insulina em tempo real. Esse sistema híbrido utiliza modelos preditivos avançados capazes de antecipar tendências glicêmicas a partir da MCG e modular tanto as taxas basais quanto os bolus de correção pelo SICI, reduzindo oscilações abruptas e prevenindo episódios de hipo e hiperglicemia. Essa integração tecnológica mostrou-se especialmente relevante na faixa etária pediátrica, em que se observou estabilidade glicêmica e atenuação da sobrecarga de pacientes e familiares no manejo diário do diabetes tipo 1. Nos estudos revisados, o uso desse sistema automatizado demonstrou prolongamento do tempo dentro do alvo glicêmico, variando de 65% para valores próximos a 75-80% e reduções significativas na hemoglobina glicada (HbA1c) dos pacientes que fizeram uso dessa tecnologia, com médias entre 0,3% e 0,5%. Outro aspecto sinalizado refere-se à segurança e à confiabilidade desse sistema híbrido, em que se observou que a ocorrência de eventos graves como cetoacidose diabética ou hipoglicemias severas, sobretudo abaixo de 70 mg/dL, foi rara Conclusão: A integração entre SICI e MCG em um sistema de decisão automatizada representa um marco no manejo do diabetes tipo 1 em crianças e adolescentes. Observa-se que essa tecnologia não apenas amplia o tempo de glicemia dentro do alvo, como também promove reduções consistentes de HbA1c, favorecendo um manejo diário mais estável do diabetes tipo 1 na população pediátrica
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2026 Amanda Leal da Silva, Arthur Magno Bueno Teixeira, Marco Antonio Alves Cunha, Matheus Trigueiro de Moura, Samara Paiva Ramos, Samuel Sotero Lourenço, Sarah Gabriela Albernaz Barbosa

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores mantêm os direitos autorais sobre seus trabalhos e concedem à Revista Brasileira de Ciências Médicas (RBCM) o direito de primeira publicação.
Os artigos publicados pela RBCM são licenciados sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite o compartilhamento e a adaptação do conteúdo para qualquer finalidade, inclusive comercial, desde que seja atribuído o devido crédito aos autores e à publicação original, fornecido o link para a licença e indicadas eventuais alterações realizadas.
Ao submeter um manuscrito à RBCM, os autores declaram estar de acordo com estes termos de direitos autorais e licenciamento.