TUBERCULOSE ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE: PREVALÊNCIA E IDENTIFICAÇÃO DE FATORES DE RISCO
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.521Palavras-chave:
Tuberculose, Profissionais de Saúde, Prevalência, Fatores de Risco, Saúde PúblicaResumo
Introdução: A tuberculose (TB) é um problema na saúde pública, sendo responsável por 10,6 milhões de casos e 1,6 milhão de mortes em 2021, segundo a OMS. Embora curável, é um desafio, sobretudo entre profissionais de saúde (PS), devido ao contato frequente com pacientes infectados em ambientes hospitalares Objetivos: Analisar a prevalência e fatores de risco da TB em PS, ressaltando lacunas na prevenção e desafios no controle Metodologia: Foram pesquisados artigos nas bases PubMed e Google Acadêmico, nos anos de 2019-2025, conforme os DeCS e operadores booleanos: ((((Tuberculosis[MeSH Terms]) AND (Health Personnel[MeSH Terms])) OR (Risk Factors[MeSH Terms])) OR (Prevalence[MeSH Terms])) OR (Public Health Surveillance[MeSH Terms]). Incluíram-se estudos de diferentes níveis de atenção, que avaliaram fatores de risco ocupacionais e comportamentais e empregaram testes padronizados, como Teste Cutâneo para Tuberculose e Interferon Gama Release Assay. Foram selecionados e analisados 5 artigos, para identificar correlações entre fatores de risco e prevalência Resultados: A prevalência global de TB latente em PS varia de 30% a 79%, sendo maior em países endêmicos como Índia e Brasil (SEDAMANO et al., 2020). No Brasil, Norte e Nordeste registram taxas entre 28% e 45%, sobretudo em enfermagem e pneumologia (ORFÃO et al., 2021). Fatores de risco incluem maior tempo de serviço, com risco 1,5 vezes maior após 10 anos (SEDAMANO et al., 2020); uso inadequado de EPIs por menos de 50% dos PS, devido a falhas de treinamento e suprimento (FEITOSA et al., 2022); ventilação insuficiente, responsável por até 30% das transmissões (SEDAMANO et al., 2020); e estigma social, que dificulta diagnóstico e tratamento (WANG et al., 2022).Os achados reforçam a TB com forte associação ocupacional (ORFÃO et al., 2021). Experiências internacionais demonstram que triagem, educação em biossegurança, uso de EPIs e melhorias na infraestrutura reduzem infecções (WANG et al., 2022). No Brasil, ampliar acesso a EPIs, realizar triagens regulares e envolver PS nas estratégias de controle são medidas fundamentais (PALECKYTE et al., 2021) Conclusão: A TB em PS é evitável e exige abordagem integrada, combinando: educação continuada, boa infraestrutura, fornecimento de EPIs, ventilação eficiente, suporte psicológico, triagens anuais para TB ativa e latente e combate ao estigma. O monitoramento e a avaliação do impacto são fundamentais para proteger os PS e reduzir a transmissão da doença
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