TUBERCULOSE ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE: PREVALÊNCIA E IDENTIFICAÇÃO DE FATORES DE RISCO

Autores

  • Fernanda Barreto Rosado de Miranda
  • Gabrielle Fernandes Lima
  • Gardenia Sampaio de Castro Feliciano
  • João Pedro Barbosa Rocha
  • José Júnio Martins Trigueiro
  • Juliana dos Santos Cristovão
  • Laura Rodrigues Cristovão
  • Lorena de Souza Santos
  • Raquel Correia Varela
  • Raquel Nóbrega de Sousa

DOI:

https://doi.org/10.59370/rbcm.521

Palavras-chave:

Tuberculose, Profissionais de Saúde, Prevalência, Fatores de Risco, Saúde Pública

Resumo

Introdução: A tuberculose (TB) é um problema na saúde pública, sendo responsável por 10,6 milhões de casos e 1,6 milhão de mortes em 2021, segundo a OMS. Embora curável, é um desafio, sobretudo entre profissionais de saúde (PS), devido ao contato frequente com pacientes infectados em ambientes hospitalares Objetivos: Analisar a prevalência e fatores de risco da TB em PS, ressaltando lacunas na prevenção e desafios no controle Metodologia: Foram pesquisados artigos nas bases PubMed e Google Acadêmico, nos anos de 2019-2025, conforme os DeCS e operadores booleanos: ((((Tuberculosis[MeSH Terms]) AND (Health Personnel[MeSH Terms])) OR (Risk Factors[MeSH Terms])) OR (Prevalence[MeSH Terms])) OR (Public Health Surveillance[MeSH Terms]). Incluíram-se estudos de diferentes níveis de atenção, que avaliaram fatores de risco ocupacionais e comportamentais e empregaram testes padronizados, como Teste Cutâneo para Tuberculose e Interferon Gama Release Assay. Foram selecionados e analisados 5 artigos, para identificar correlações entre fatores de risco e prevalência Resultados: A prevalência global de TB latente em PS varia de 30% a 79%, sendo maior em países endêmicos como Índia e Brasil (SEDAMANO et al., 2020). No Brasil, Norte e Nordeste registram taxas entre 28% e 45%, sobretudo em enfermagem e pneumologia (ORFÃO et al., 2021). Fatores de risco incluem maior tempo de serviço, com risco 1,5 vezes maior após 10 anos (SEDAMANO et al., 2020); uso inadequado de EPIs por menos de 50% dos PS, devido a falhas de treinamento e suprimento (FEITOSA et al., 2022); ventilação insuficiente, responsável por até 30% das transmissões (SEDAMANO et al., 2020); e estigma social, que dificulta diagnóstico e tratamento (WANG et al., 2022).Os achados reforçam a TB com forte associação ocupacional (ORFÃO et al., 2021). Experiências internacionais demonstram que triagem, educação em biossegurança, uso de EPIs e melhorias na infraestrutura reduzem infecções (WANG et al., 2022). No Brasil, ampliar acesso a EPIs, realizar triagens regulares e envolver PS nas estratégias de controle são medidas fundamentais (PALECKYTE et al., 2021) Conclusão: A TB em PS é evitável e exige abordagem integrada, combinando: educação continuada, boa infraestrutura, fornecimento de EPIs, ventilação eficiente, suporte psicológico, triagens anuais para TB ativa e latente e combate ao estigma. O monitoramento e a avaliação do impacto são fundamentais para proteger os PS e reduzir a transmissão da doença

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Miranda, F. B. R. de, Lima, G. F., Feliciano, G. S. de C., Rocha, J. P. B., Trigueiro, J. J. M., Cristovão, J. dos S., Cristovão, L. R., Santos, L. de S., Varela, R. C., & Sousa, R. N. de. (2026). TUBERCULOSE ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE: PREVALÊNCIA E IDENTIFICAÇÃO DE FATORES DE RISCO. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, 2(S1), 92. https://doi.org/10.59370/rbcm.521