ROMPIMENTO COMPLETO DE MUSCULATURA POSTERIOR DE COXA DIREITA: RELATO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.519Palavras-chave:
Rotura, Mialgia, Músculos Isquiotibiais, Ortopedia, TraumatologiaResumo
Introdução: O rompimento muscular completo é caracterizado pela perda da continuidade integral do músculo, acompanhado de sintomas severos, como dor e instabilidade do membro lesionado, e de complicações, como dor crônica, perda de força muscular e síndrome compartimental. Desse modo, pode ser diagnosticado por meio de exames de imagem, como ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC). DESCRIÇÃO DO CASO: Paciente, masculino, 61 anos de idade, lesão Morel-Lavallée e edema de planos mioadiposos, procurou consultório ortopédico após estiramento muscular importante com dor forte. Ao exame físico, os tendões semitendíneo, semimembranoso e grácil eram palpáveis e havia limitação para flexão maior que 120° e extensão completa. A RM revelou rotura e desinserção proximal parcial do semimembranoso, delaminação da sua junção miotendínea proximal, hematoma parcialmente loculado no compartimento posterior da coxa e edema reativo em músculos adjacentes (glúteo máximo, sartório, grácil e adutor magno), caracterizando a lesão grave com retração dos coto. Diante do quadro clínico, optou-se por tratamento conservador em detrimento da abordagem cirúrgica, com o protocolo incluindo fisioterapia, termoterapia, laser, ultrassonoterapia, liberação miofascial e uso de anti-inflamatórios não esteroides. O paciente evoluiu de forma excelente e consistente ao longo do tratamento, voltando a realizar tarefas do dia a dia como caminhar e dirigir. DISCUSSÃO: A lesão do paciente foi categorizada como sendo de grau 3 (lesão severa) causando a incapacidade de contração e afetando a totalidade da unidade musculoesquelética. Em síntese, quanto ao tratamento, havia duas possibilidades: a miorrafia cirúrgica e a conservadora com imobilização e fisioterapia precoce. Este caso demonstra o sucesso da abordagem conservadora em uma lesão muscular grave, visando a reabilitação do músculo lesado por meio da diminuição do processo inflamatório local, restauração do movimento e evitando as complicações da descontinuidade muscular. Embora seja um resultado isolado, com necessidade de mais pesquisas sobre a eficácia do tratamento, sugere que o protocolo conservador adotado é uma alternativa viável e eficaz em casos selecionados Conclusão: A rotura muscular é uma condição grave, onde há a descontinuidade de um segmento muscular, contudo, conhecendo as ferramentas disponibilizadas atualmente pela ortopedia moderna, é possível tratar e evitar complicações e intervenções cirúrgicas
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