REDES SOCIAIS E DISMORFISMO CORPORAL: IMPACTOS NA IMAGEM E NA SAÚDE MENTAL
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.515Palavras-chave:
Dismorfismo corporal, Redes sociais, Imagem corporal, Adolescentes, Saúde mentalResumo
Introdução: O avanço das redes sociais modificou a forma como os indivíduos constroem sua identidade e percebem o próprio corpo. A busca por validação por meio de curtidas e comentários, somada à exposição a padrões de beleza irreais, tem se configurado como fator de risco para o desenvolvimento de dismorfismo corporal. Esse impacto não se restringe a adolescentes, mas também afeta adultos, em especial homens expostos a ideais culturais de masculinidade. Além disso, o uso de filtros e aplicativos de edição intensifica comparações sociais e está associado à maior aceitação de procedimentos estéticos Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo analisar a relação entre o uso de redes sociais e a ocorrência de dismorfismo corporal, a partir da revisão de estudos recentes Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa baseada em cinco artigos científicos de acesso aberto. Foram selecionados estudos publicados em periódicos internacionais no período de 2020 a 2025, que investigaram a associação entre o uso de redes sociais e o desenvolvimento de sintomas de dismorfismo corporal em diferentes populações. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os estudos analisados apontam uma prevalência significativa de sintomas de dismorfismo corporal em adolescentes, especialmente do sexo feminino, quando há uso intensivo das redes sociais, superior a quatro horas diárias, com práticas como o compartilhamento frequente de selfies e o uso de filtros digitais. Entre adultos, a literatura mostra que fatores culturais e sociais também influenciam o desenvolvimento do transtorno, destacando-se a pressão por ideais estéticos de masculinidade. Em populações árabes, pesquisas revelam que o uso de plataformas visuais como Instagram e Snapchat está diretamente associado tanto ao aumento dos sintomas de dismorfismo quanto à maior aceitação de procedimentos estéticos, fenômeno descrito como “dismorfia do Snapchat”. Já entre jovens ocidentais, observou-se que a exposição repetida a imagens editadas reforça comparações sociais, contribuindo para baixa autoestima e sofrimento psicológico Conclusão: O uso intenso de redes sociais está associado ao aumento de sintomas de dismorfismo corporal, influenciado por padrões estéticos irreais e filtros digitais. Esse cenário evidencia a necessidade de ações preventivas e educativas que promovam uma relação mais crítica e saudável com os conteúdos virtuais
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