PERFIL DE GRAVIDADE E PROGNÓSTICO DOS CASOS DE ESCORPIONISMO: ESTUDO TRANSVERSAL COM DADOS DO SINAN E SIM NO DISTRITO FEDERAL, 2015–2024
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.507Palavras-chave:
Escorpionismo, Epidemiologia, Prognóstico, Distrito FederalResumo
Contexto: O escorpionismo é o acidente peçonhento mais frequente no Brasil (51,2% dos casos entre 2007-2019) e no DF (2.445 casos em 2010-2020), crescente em áreas urbanas, adultos jovens, baixa letalidade Objetivo: Analisar o perfil de gravidade e prognóstico dos casos de escorpionismo notificados no Distrito Federal entre 2015 e 2024, considerando a classificação clínica, evolução e desfechos Método: Estudo transversal com base em registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). Foram incluídos todos os casos do DF com CID-10 X22. As variáveis analisadas foram: sexo, idade, raça/cor, local do acidente, tempo entre picada e atendimento, local da picada, classificação clínica, uso de soroterapia e evolução. O desfecho principal foi a evolução do caso (cura ou óbito). As análises descritivas incluíram frequências e proporções, complementadas pelo cálculo da razão de prevalência (RP) com intervalos de confiança de 95% (IC95%) Resultado: Entre 2015 e 2024, o DF notificou 17.462 casos de escorpionismo, com aumento expressivo de 525 em 2015 para 3.510 em 2024, crescimento médio anual de 25%. A evolução foi favorável em 99,9% dos casos: 15.138 evoluíram para cura e apenas 4 para óbito. Considerando 2015–2023, houve 3 óbitos, coincidindo exatamente entre SINAN e SIM (2016, 2019 e 2022), indicando consistência entre sistemas. Do total, 254 casos (1,41%) foram classificados como graves. O tempo até atendimento
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