PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE DENGUE EM IDOSOS NO DISTRITO FEDERAL NOS ANOS DE 2020 A 2024

Autores

  • Ronaldo Ribeiro Nascimento
  • Thiago Cyriaco
  • Wanderson Kleber de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.59370/rbcm.505

Palavras-chave:

Dengue, Epidemiologia, Saúde Pública, Saúde do Idoso

Resumo

Contexto: A dengue é uma arbovirose causada por vírus transmitido por artrópodes do gênero Aedes, possui quatro sorotipos e apresenta pior prognóstico na população idosa, sendo um dos principais problemas de saúde pública no Brasil Objetivo: Apresentar o perfil clínico- epidemiológico da dengue em idosos no Distrito Federal de 2020 a 2024 Método: Estudo observacional, retrospectivo e quantitativo, com base em dados secundários extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificações da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SINAN/SVSA/MS) Resultados: Foram notificados 452.585 casos de dengue, com pico em 2024 (277.847 casos), representando 61% do total. Entre 2020 e 2024, 65% dos casos ocorreram em adultos (20–59 anos) e 13% em idosos (?60 anos). Do total, 42,5% evoluíram para cura, com 53% a 71% dos registros de evolução como “ignorados/em branco”. A hospitalização foi registrada em 4,4% dos casos, com 56,7% de “ignorados/branco”; 27,7% dos hospitalizados tinham ?60 anos. Houve 524 óbitos, sendo 63% em idosos. Nessa faixa etária predominou a dengue sem sinais de alarme (DSSA – 72,24%). Casos de dengue com sinais de alarme (DCSA – 4,48%) e dengue grave (DG – 0,45%) foram proporcionalmente baixos, mas aumentaram em 2024. Casos “ignorado/branco” representaram 0,20% e “inconclusivos”, 22,64%. Observou-se predomínio do DENV-1 (2020–2022), com transição para DENV-2 (2023–2024): de 1,5% para 5,4%, enquanto DENV-1 manteve-se entre 0,4%–0,9% Conclusão: A maioria dos pacientes evoluiu para a cura sem necessidade de hospitalização, predominando casos de DSSA. No entanto, a proporção de DCSA e DG em idosos aumentou em 2024. Apesar de representarem apenas 13% dos casos, os idosos concentraram 63% dos óbitos e 27,7% das hospitalizações, sugerindo maior risco de agravamento. A ascensão do DENV-2 coincidiu com o pico epidêmico e pode ter influenciado a dinâmica de transmissão. O elevado número de registros incompletos ou inconclusivos destaca a importância de fortalecer a capacitação dos profissionais de saúde e a busca ativa, visando à qualificação dos dados e à resposta em saúde pública

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Nascimento, R. R., Cyriaco, T., & Oliveira, W. K. de. (2026). PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE DENGUE EM IDOSOS NO DISTRITO FEDERAL NOS ANOS DE 2020 A 2024. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, 2(S1), 76. https://doi.org/10.59370/rbcm.505