OBESIDADE MATERNA E RISCO DE MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.504Palavras-chave:
Obesidade, Gravidez, Malformações congênitas, Saúde materna, FetoResumo
Contexto: A obesidade materna representa um desafio crescente em saúde pública, sendo associada a complicações gestacionais e ao desenvolvimento fetal adverso. O excesso de adiposidade antes e durante a gestação eleva o risco de malformações congênitas, incluindo defeitos do tubo neural, cardiopatias congênitas e anomalias musculoesqueléticas, possivelmente devido a alterações metabólicas, resistência insulínica e estado pró-inflamatório materno Objetivo: Analisar a relação entre obesidade materna e risco de malformações congênitas, destacando mecanismos fisiopatológicos, tipos de malformações e estratégias preventivas Método: Revisão narrativa da literatura realizada nas bases PubMed e SciELO, contemplando artigos publicados nos últimos quinze anos em português e inglês. Foram incluídos estudos observacionais, revisões sistemáticas e metanálises que abordam a associação entre obesidade materna e desfechos fetais relacionados a malformações congênitas, respeitando os critérios éticos da pesquisa científica Resultado: A obesidade materna mostrou-se associada de forma consistente ao aumento do risco de malformações congênitas, especialmente defeitos do tubo neural, cardiopatias e alterações do sistema musculoesquelético. Mecanismos fisiopatológicos incluem resistência insulínica, inflamação crônica e deficiências nutricionais, enquanto fatores associados, como diabetes gestacional e suplementação inadequada de ácido fólico, podem modular esse risco Conclusão: A obesidade materna constitui um importante fator de risco para malformações congênitas, reforçando a necessidade de intervenções preventivas no período pré-concepcional e durante a gestação. Estratégias de saúde pública voltadas à redução de riscos materno-fetais
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