O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FERRAMENTA DE AUXÍLIO À SAÚDE MENTAL.
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.503Palavras-chave:
“saúde mental”, “inteligência artificial”Resumo
Introdução: Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2020, houve um aumento de 25% na prevalência global de depressão e ansiedade. Ainda em 2020, de acordo com a Statista Market Insights, havia 116 milhões de usuários de IAs, número que saltou para 314,4 milhões em 2025. A partir de tais aumentos, tornou-se viável, nessa pesquisa, o estudo dos benefícios e malefícios, do uso das IAs no contexto de cuidados à saúde psíquica Objetivo: Analisar as consequências da utilização de IAs nos cuidados e tratamentos da saúde mental Método: Trata- se de uma revisão bibliográfica das bases de dados “Pubmed” e “Proquest”. Utilizando-se os descritores “artificial intelligence” and “mental health”, adotando filtro de nos últimos 5 anos (2020-2025), em língua inglesa. A seleção baseou-se em artigos que abordavam o uso de inteligência artificial na saúde mental no título ou resumo e foi seguido as seguintes etapas: busca inicial, triagem por título e resumo, leitura na íntegra e seleção de amostra final Resultados: Foram encontrados 148.728 estudos, porém, foram excluídos aqueles que, baseado em seus títulos, não se encaixavam na temática, repetiam-se nas bases de dados ou abordavam somente um aspecto, sendo recolhidos 15 artigos. Assim, o uso da inteligência artificial tornou-se comum como ferramenta de auxílio à saúde.Todavia o seu emprego requer condições éticas, devido aos desafios em seu uso, como a falta da gentileza humana, a lacuna de dados sobre sua eficácia e prevenção de falhas e a limitação na generalização para populações diversas. Ademais, preocupações éticas como privacidade, erros sistemáticos ou tendências nos algoritmos, o risco de dependência e a imprevisibilidade dos modelos de linguagem de grande porte (LLMs) também são pontos cruciais. Apesar desses fatores, os benefícios dessa tecnologia são notórios visto que o auxílio na educação pessoal sobre os sintomas e sinais de transtornos mentais, o monitoramento contínuo dos usuários, disponibilidade constante e, por ser um serviço individual e anônimo, não haverá estigma social. Além disso, as IAs, podem auxiliar profissionais no diagnóstico, tratamento e acompanhamento, melhorar a qualidade e o acesso dos serviços de saúde mental Conclusão: O uso da IA na saúde não deve ser reduzido a simples programação de princípios pelos desenvolvedores, mas deve se basear em uma compreensão profunda dos direitos humanos e do valor da dignidade humana
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