O PAPEL DOS BIOMARCADORES NA DETECÇÃO PRECOCE DA DOENÇA DE ALZHEIMER

Autores

  • Ana Júlia Melo Safe
  • Andressa Palomino dos Santos
  • Júlia Duarte Diegues
  • Oswaldo Ribeiro Marques Neto

DOI:

https://doi.org/10.59370/rbcm.502

Palavras-chave:

“Doença de Alzheimer”, “Biomarcadores”

Resumo

Contexto: A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais prevalente de demência, responsável por cerca de 60% dos casos. Caracteriza-se por atrofia cortical, acúmulo de placas de beta- amiloide e emaranhados de proteína tau hiperfosforilada, resultando em morte neuronal e declínio cognitivo irreversível. As alterações neuropatológicas surgem anos antes dos sintomas Objetivo: Realizar uma revisão da literatura sobre o papel dos biomarcadores na detecção precoce da Doença de Alzheimer, destacando sua relevância no diagnóstico diferencial e no manejo clínico Método: Foi conduzida revisão de literatura nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar, entre abril e julho de 2024. Utilizaram-se os descritores “Alzheimer’s Disease” e “Biomarkers” (MeSH). Incluíram-se estudos em humanos, em inglês, publicados nos últimos 35 anos, que abordassem biomarcadores aplicados ao diagnóstico da DA. Seguiu-se a escala PRISMA para sistematização da seleção. RESULTADO Os principais biomarcadores incluem proteínas tau total, tau fosforilada e beta-amiloide 42 no líquido cefalorraquidiano (LCR), que apresentam alta sensibilidade e especificidade no diagnóstico. Níveis elevados de tau refletem degeneração neuronal, enquanto a redução de A?42 relaciona-se ao acúmulo cerebral em placas senis. Biomarcadores sanguíneos, ainda em desenvolvimento, mostram potencial como método não invasivo e econômico. Quanto aos marcadores de imagem, a ressonância magnética evidencia atrofia temporal medial, e o PET permite visualizar depósitos de amiloide, embora seja restrito a pesquisas. Estudos apontam que a combinação de biomarcadores aumenta a acurácia diagnóstica e pode predizer a progressão do comprometimento cognitivo leve para demência grave. Intervenções com donepezil, ômega-3 e estimulação cerebral também demonstraram efeitos sobre determinados marcadores, indicando possível uso terapêutico Conclusão: Apesar de promissores, os biomarcadores ainda enfrentam limitações como custo, padronização insuficiente e necessidade de métodos invasivos. Contudo, sua integração ao diagnóstico precoce pode permitir intervenções antes da perda neuronal irreversível, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Novas pesquisas são fundamentais para validar seu uso clínico e viabilizar estratégias de rastreamento acessíveis

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Safe, A. J. M., Santos, A. P. dos, Diegues, J. D., & Marques Neto, O. R. (2026). O PAPEL DOS BIOMARCADORES NA DETECÇÃO PRECOCE DA DOENÇA DE ALZHEIMER. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, 2(S1), 73. https://doi.org/10.59370/rbcm.502