MANEJO ANESTÉSICO PERIOPERATÓRIO DE ANTICOAGULANTES E ANTIPLAQUETÁRIOS: UMA REVISÃO DAS DIRETRIZES ATUAIS
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.495Palavras-chave:
Perioperatório. Anestesiologia. Anticoagulação. Terapia Antiplaquetária. SangramentoResumo
Contexto: O manejo perioperatório de anticoagulantes e antiagregantes deve equilibrar prevenção de trombose e risco de sangramento. Essa decisão depende de fatores como tipo e urgência do procedimento, perfil cardiovascular, função renal, fármaco e comorbidades, exigindo avaliação individualizada e protocolos claros Objetivo: O presente trabalho visa revisar as estratégias perioperatórias de manejo de anticoagulantes e antiagregantes, com foco nas diretrizes recentes, destacando abordagens integradas e monitorização rigorosa para garantir segurança e bons desfechos clínicos Método: Trata-se de uma revisão de literatura baseada em pesquisa sistemática nas bases PubMed e Google Scholar, realizada entre junho e setembro de 2025. No PubMed, foram utilizados os descritores "perioperative anticoagulation management" AND "guidelines" AND "anesthesia" (1 artigo), "antiplatelet therapy" AND "surgery" AND "bleeding risk" filtrado para os últimos 5 anos e meta-analyses (24 artigos), e "warfarin bridging therapy" AND "perioperative management". No Google Scholar, buscou-se Perioperative Anticoagulation and Antiplatelet Therapy guideline anesthesia para complementar com diretrizes recentes. Foram incluídos estudos originais, revisões sistemáticas, meta-analyses e diretrizes clínicas em inglês ou português Resultado: Os artigos selecionados analisam os desafios do manejo perioperatório de anticoagulantes e antiagregantes. D’Ascenzo et al. demonstram que diferentes regimes de dupla antiagregação apresentam eficácia e segurança semelhantes, com vantagem de prasugrel + aspirina em reduzir infarto e trombose de stent. Tafur et al. destacam a necessidade de anticoagulantes para reduzir falhas e aumentar a segurança do paciente. Finalmente, as diretrizes AHA/ACC 2024 (Thompson et al.) enfatizam a avaliação multidisciplinar, uso de biomarcadores e decisões personalizadas no perioperatório não cardíaco. Em conjunto, os estudos reforçam a importância de equilibrar risco trombótico e hemorrágico, padronizar protocolos e personalizar condutas no cuidado perioperatório Conclusão: O manejo perioperatório de anticoagulantes e antiagregantes deve ir além de ajustes temporários, integrando avaliação de risco individualizada, protocolos institucionais e acompanhamento multiprofissional. A incorporação de recomendações recentes e programas de anticoagulation stewardship fortalece a padronização de condutas, aumenta a segurança do paciente e favorece melhores desfechos
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