LUDOPATIA: FATORES DE RISCO, CRAVING E BASES NEUROLÓGICAS.

Autores

  • Ana Carla Nina Salum
  • Ana Carolina Pessoa Florencio
  • Reginaldo Calado da Silva
  • Renata Vasques Palheta Avancini
  • Thaís Caroline Soares palmeira Xavier

DOI:

https://doi.org/10.59370/rbcm.492

Palavras-chave:

Ludopatia, gambling disorder, risk factors e craving

Resumo

Contexto: A ludopatia é um transtorno comportamental multifatorial que se manifesta pela falta de controle em relação a jogos de aposta, resultando em danos psicológicos, sociais e financeiros. O craving piora o transtorno e aumenta as chances de recaídas. As disfunções nos circuitos de recompensa e as alterações no córtex pré-frontal ajudam a explicar a fisiopatologia do transtorno. Apesar da ausência de um tratamento farmacológico específico, a psicoterapia continua sendo a base do cuidado Objetivo: Compreender a relevância clínica da ludopatia, seus impactos na saúde e no contexto psicossocial, bem como identificar possíveis abordagens terapêuticas Método: Revisão de literatura nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e SciELO (2018–2023), utilizando os descritores “gambling disorder”, “ludopathy”, “risk factors” e “craving”, incluindo artigos em português e inglês com relevância clínica e consistência metodológica Resultado: A ludopatia afeta entre 0,12% e 5,8% da população, sendo mais comum em homens jovens. Os principais fatores de risco são problemas financeiros, falta de apoio social, histórico familiar de vícios e comorbidades psiquiátricas como depressão, ansiedade e transtornos de personalidade. O risco de tentativa de suicídio chega a 20%. O craving é indicador central, associado à gravidade, recaídas, perseguição de perdas, comportamentos ilícitos, impulsividade e estados emocionais negativos. Do ponto de vista neurológico, há alterações nos circuitos de recompensa dopaminérgicos, sobretudo no sistema mesolímbico, além de disfunções no córtex pré-frontal, que reduzem o controle inibitório e aumentam a impulsividade, e na amígdala e hipocampo, que reforçam memórias emocionais ligadas ao jogo. No tratamento, embora não haja fármaco aprovado, os antagonistas opioides (naltrexona e nalmefeno) mostraram benefícios, com a naltrexona alcançando melhora em até 75% dos pacientes (vs. 24% no placebo). A psicoterapia segue como base do cuidado, com maior eficácia quando combinada à farmacoterapia.] Conclusão: A ludopatia é um transtorno multifatorial com impacto clínico e psicossocial, associado a alterações nos circuitos de recompensa e no córtex pré-frontal. O craving é fator central, e, embora não haja fármacos aprovados, antagonistas opioides mostram benefício quando combinados à psicoterapia, pilar do tratamento

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Salum, A. C. N., Florencio, A. C. P., Silva, R. C. da, Avancini, R. V. P., & Xavier, T. C. S. palmeira. (2026). LUDOPATIA: FATORES DE RISCO, CRAVING E BASES NEUROLÓGICAS. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, 2(S1), 63. https://doi.org/10.59370/rbcm.492