INTERFACES CÉREBRO-COMPUTADOR E COMUNICAÇÃO ASSISTIDA POR IA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Camila da Rocha Arruda
  • Davi Romão Alves de Albuquerque
  • Lilian dos Anjos Carneiro
  • Lorena de Souza Santana
  • Nicole Ribon Pereira Tozetti
  • Yasser Wadud Issler

DOI:

https://doi.org/10.59370/rbcm.489

Palavras-chave:

Brain-Computer Interface, Inteligência Artificial, Reabilitação Neurológica, Comunicação Assistida

Resumo

Introdução: Avanços em interfaces cérebro-computador (BCIs) têm se mostrado promissores para restaurar funções neurológicas em indivíduos com condições incapacitantes, permitindo comunicação e interação com o ambiente. A integração da Inteligência Artificial (IA) otimizou a decodificação de sinais neurais, aumentando a precisão e a velocidade dos sistemas. Destacam- se aplicações em esclerose lateral amiotrófica (ELA), tetraplegia e afasia, nos quais as BCIs podem ser a única via de expressão. Apesar dos avanços, persistem limitações Objetivo: Analisar os avanços recentes das BCIs aplicadas à comunicação assistida e à reabilitação neurológica, destacando benefícios e limitações Método: A revisão foi conduzida por buscas nas bases PubMed e Scielo, utilizando os descritores "brain-computer interface", "neurorehabilitation", "AI" e "neural decoding". Foram incluídos 8 artigos, abrangendo estudos clínicos e revisões sistemáticas sobre BCIs aplicadas à comunicação, reabilitação, IA e cibersegurança Resultados: As BCIs podem restaurar ou substituir funções perdidas, promovendo autonomia e qualidade de vida. Esses sistemas traduzem sinais neurais em comandos para dispositivos, possibilitando comunicação, controle motor e interação ambiental, além de estimular a plasticidade neural pelo reaprendizado funcional. Os sistemas integram sensores, IA e efetores em um ciclo de feedback que otimiza o desempenho. Na comunicação assistida, pacientes com ELA, tetraplegia e síndrome do “locked-in” obtiveram taxas de 3-7 caracteres corretos por minuto, com casos de uso contínuo por até 138 dias sem recalibração. Na reabilitação motora, houve melhora de até 30% na escala Fugl-Meyer após 4 a 6 semanas de treinamento intensivo quando associadas a realidade virtual, robótica e exoesqueletos. Persistem desafios como fadiga do usuário, ocorrência de “BCI illiteracy” em até 20% dos indivíduos, alto custo dos equipamentos e vulnerabilidades de segurança, com queda de até 12% na acurácia após ataques adversários. Questões éticas também se destacam, envolvendo privacidade dos dados neurais, identidade, consentimento informado e equidade no acesso Conclusão: As BCIs associadas à IA apresentam impacto positivo na autonomia, qualidade de vida e reabilitação de pacientes neurológicos, mas sua adoção em larga escala ainda depende da superação de barreiras técnicas, econômicas e éticas

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Arruda, C. da R., Albuquerque, D. R. A. de, Carneiro, L. dos A., Santana, L. de S., Tozetti, N. R. P., & Issler, Y. W. (2026). INTERFACES CÉREBRO-COMPUTADOR E COMUNICAÇÃO ASSISTIDA POR IA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, 2(S1), 60. https://doi.org/10.59370/rbcm.489