INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E IMPRESSÃO 3D NA CIRURGIA PLÁSTICA: DA PERSONALIZAÇÃO DE IMPLANTES AO PLANEJAMENTO RECONSTRUTIVO
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.485Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Cirurgia Plástica, Planejamento CirúrgicoResumo
Introdução: A incorporação da inteligência artificial (IA) e da impressão tridimensional (3D) transformou a cirurgia plástica contemporânea. Essas tecnologias ofereceram maior precisão diagnóstica, previsibilidade estética e funcional, além de permitirem a personalização dos tratamentos, configurando-se como ferramentas promissoras para otimizar resultados e reduzir complicações em reconstruções complexas Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar, por meio de uma revisão da literatura, as principais aplicações da IA e da impressão 3D na cirurgia plástica, com ênfase na personalização de implantes e no planejamento reconstrutivo Metodologia: Foi realizada uma revisão bibigráfica nas bases PubMed e SciELO utilizando os descritores “intelligence artificial”, “3D printing” e “plastic surgery”. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, em inglês ou português, que abordaram aplicações clínicas ou experimentais dessas tecnologias, e excluídas duplicatas, revisões sem aplicação prática e estudos de baixa qualidade metodológica, totalizando 32 artigos para a pesquisa Resultados: A IA demonstrou impacto na análise de imagens pré-operatórias, na simulação de resultados e no suporte à decisão cirúrgica. A impressão 3D destacou-se na confecção de guias cirúrgicos, próteses faciais e mamárias personalizadas, além de modelos anatômicos para treinamento e planejamento. Ensaios clínicos relataram maior precisão em reconstruções craniofaciais, redução do tempo cirúrgico e aumento da satisfação dos pacientes. O uso combinado de IA e impressão 3D, ainda incipiente, mostrou benefícios em reconstruções pós-oncológicas e pós- trauma, apontando para um futuro de maior integração entre as ferramentas Conclusão: Concluiu-se que a convergência entre IA e impressão 3D representou um avanço significativo na cirurgia plástica, ampliando as possibilidades de personalização de implantes e tornando o planejamento reconstrutivo mais seguro e previsível. No entanto, ensaios clínicos robustos ainda foram necessários para validar protocolos e estabelecer diretrizes que consolidassem o uso dessas tecnologias na prática clínica.
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