INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E APRENDIZAGEM INFANTIL: LIMITES E POSSIBILIDADES

Autores

  • Ana Carla Nina Salum
  • Felipe Camilo Santiago Veloso
  • Isabella Furtado Fernandes
  • Júlia Gomes de Sena Ribeiro
  • Thaís Caroline Soares Palmeira Xavier Carneiro

DOI:

https://doi.org/10.59370/rbcm.483

Palavras-chave:

Inteligencia artificial, Aprendizagem infantil, Educação, Desenvolvimento cognitivo, Ética em tecnologia

Resumo

Contexto: A aprendizagem infantil é um processo dinâmico e multifatorial, no qual aspectos cognitivos, emocionais e sociais interagem continuamente no desenvolvimento da criança. Nesse cenário, a inteligência artificial (IA) surge como ferramenta capaz de oferecer soluções educacionais personalizadas, identificar precocemente dificuldades cognitivas e ampliar o acesso a recursos pedagógicos. Contudo, sua inserção no contexto infantil gera debates sobre benefícios e limitações, sobretudo quanto à autonomia docente, à equidade de acesso, à proteção de dados sensíveis e ao risco de substituição de interações sociais essenciais ao desenvolvimento biopsicossocial Objetivo: Analisar as possibilidades e limites da aplicação da inteligência artificial no processo de aprendizagem infantil, destacando impactos pedagógicos, cognitivos, sociais e éticos Método: Realizou-se revisão narrativa da literatura, com busca nas bases PubMed, Scopus e SciELO, contemplando publicações em português e inglês dos últimos cinco anos. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas e diretrizes institucionais que apresentaram coerência metodológica, relevância para a educação e respeito aos preceitos éticos em pesquisas com seres humanos Resultado: A IA pode contribuir de forma significativa para a aprendizagem infantil, especialmente ao permitir personalização do ensino, adaptação de conteúdos ao ritmo individual e identificação precoce de déficits cognitivos. Tecnologias como tutores inteligentes, algoritmos de adaptação curricular e jogos educacionais mostraram aumento no engajamento e desempenho acadêmico. Entretanto, surgem limitações: desigualdade de acesso em diferentes contextos socioeconômicos, redução da interação interpessoal professor- aluno e aluno-aluno, além de preocupações éticas sobre coleta e armazenamento de dados pessoais de crianças. A eficácia da IA depende de sua integração a práticas pedagógicas ativas, supervisionadas por educadores, que devem manter protagonismo no processo de ensino- aprendizagem Conclusão: A inteligência artificial representa inovação promissora na aprendizagem infantil, com potencial de otimizar estratégias pedagógicas, favorecer inclusão e ampliar acesso a recursos educacionais. Contudo, seu uso deve estar pautado por critérios éticos, regulatórios e sociais que assegurem equidade, proteção da infância e preservação do caráter relacional, afetivo e humano indispensável ao desenvolvimento global da criança

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Salum, A. C. N., Veloso, F. C. S., Fernandes, I. F., Ribeiro, J. G. de S., & Carneiro, T. C. S. P. X. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E APRENDIZAGEM INFANTIL: LIMITES E POSSIBILIDADES. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, 2(S1), 54. https://doi.org/10.59370/rbcm.483