INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM SUPRADESNÍVEL DO SEGMENTO ST: UMA POSSÍVEL COMPLICAÇÃO NA DENGUE GRAVE E SUAS ESTRATÉGIAS DE MANEJO CLÍNICO.
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.478Palavras-chave:
Infarto do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST, Dengue Grave, Dengue, Intervenção Coronária PercutâneaResumo
Introdução: O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) geralmente é causado pela oclusão de uma artéria coronária, devido à ruptura de placa aterosclerótica, hemorragias ou coágulos. Na dengue grave, ocorre uma intensa liberação de citocinas pró-inflamatórias que provoca ativação, disfunção endotelial e aumento da permeabilidade vascular, desestabilizando placas ateromatosas pré-existentes. A resposta inflamatória sistêmica, junto à ativação do complemento e disfunção plaquetária, favorece fenômenos trombóticos e hemorrágicos, visto que a dengue pode causar choque hipovolêmico por extravasamento plasmático e redução do volume sanguíneo. Assim, este quadro viral não só predispõe a sangramentos graves como pode agravar ou precipitar eventos isquêmicos, como IAMCSST, tornando-se uma preocupação clínica importante. O manejo usual do IAMCSST com betabloqueadores, fibrinolíticos e anticoagulantes deve ser reavaliado nesses pacientes devido ao risco de piora do quadro viral Objetivos: Analisar a relação entre dengue grave e IAMCSST, destacando os mecanismos fisiopatológicos envolvidos e discutindo as particularidades do manejo terapêutico, considerando os riscos hemorrágicos e as complicações da infecção viral Metodologia: É uma revisão sistemática de literatura com artigos disponíveis na PubMed e SciELO, com descritores DeCS/MeSH e operador booleano ‘’OR’’. Foram incluídos artigos sobre fisiopatologia da dengue grave, IAMCSST, tratamento e texto completo gratuito. Excluídos artigos fora do tema Resultados: A maioria dos óbitos por IAMCSST ocorre nas primeiras horas, tornando essencial o início imediato do tratamento, pois a redução do tempo de isquemia diminui a morbimortalidade. A reperfusão precoce via angioplastia com stent, associada à hidratação volumosa, é uma das estratégias viáveis. Contudo, na dengue grave, o uso de certos medicamentos indicados no manejo do IAMCSST são contraindicados ou devem ser reavaliados com cautela devido ao risco de piora clínica Conclusão: A combinação de hipovolemia, estado pró-trombótico e sangramentos induzidos por trombocitopenia e coagulopatia viral aumenta o risco de eventos isquêmicos graves e a morbimortalidade. O tratamento do IAMCSST nesses pacientes deve ser cuidadoso, já que muitos fármacos usados podem agravar as manifestações hemorrágicas da dengue e aumentar o risco de choque cardiogênico. Assim, cada caso deve ser reavaliado e monitorado para definir a melhor terapêutica
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