IMPACTO DO PRÉ-NATAL DIGITAL NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.475Palavras-chave:
Pré-natal digital, Telemedicina, Saúde maternaResumo
Introdução: O pré-natal é fundamental para a saúde materno-fetal, mas persistem desigualdades regionais no Brasil. Tecnologias digitais podem ampliar o acesso, melhorar a adesão e fortalecer a integração entre gestantes e profissionais de saúde. Diante da expansão da telemedicina e do prontuário eletrônico no SUS, torna-se relevante avaliar o impacto do pré- natal digital e identificar lacunas no uso dessas ferramentas Objetivos: Avaliar o impacto do pré- natal digital na saúde materna e identificar tendências no uso da telemedicina por meio de revisão da literatura e análise de dados de plataformas oficiais Metodologia: Foi conduzida uma revisão sistemática sobre o impacto do pré-natal digital no Brasil, buscando artigos nas bases PubMed e SciELO publicados nos últimos cinco anos. Foram incluídos estudos completos em humanos (2019–2024), em português e inglês, e excluídos relatos de caso, capítulos de livros e publicações incompletas. Após triagem, cinco estudos foram analisados de forma descritiva, considerando diferentes metodologias e o impacto das tecnologias digitais na adesão ao cuidado e nos desfechos maternos Resultados: Leal et al. (2020) evidenciaram desigualdades regionais, relacionando inadequação do pré-natal a maior risco de prematuridade e near miss neonatal. Peahl et al. (2020) apresentaram modelo híbrido de consultas presenciais e virtuais para ampliar acesso, sem dados quantitativos de desfecho. Souza et al. (2021) testaram o aplicativo “Gestação Saudável”, mostrando maior adesão às consultas no grupo intervenção. Atkinson et al. (2023) revisaram modalidades de telessaúde, relatando segurança, porém sem impacto em desfechos materno-fetais. Gomes et al. (2024) observaram a influência da internet nas decisões gestacionais, sem alteração na relação médico-paciente. Apenas Leal et al. e Souza et al. utilizaram dados do DataSUS, não havendo uso de e-SUS AB, Telessaúde Brasil ou outros programas do SUS, o que revela lacunas no aproveitamento dos sistemas oficiais Conclusão: O pré-natal digital mostra-se promissor para ampliar o acesso, melhorar a adesão e personalizar o cuidado, especialmente em populações vulneráveis. Contudo, dados quantitativos sobre desfechos clínicos são limitados, e a integração com sistemas públicos de saúde ainda é incipiente. Para implementação efetiva, são necessárias mais evidências, maior articulação com políticas públicas e investimentos em infraestrutura e conectividade
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