FIBROMIALGIA NA INFÂNCIA REALIDADE CLÍNICA OU DIAGNÓSTICO EM CONSTRUÇÃO?
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.470Palavras-chave:
Fibromialgia, Infância, DiagnósticoResumo
Introdução: A fibromialgia, uma síndrome de dor crônica comum em adultos, tem seu diagnóstico e tratamento em crianças e adolescentes cercado de incertezas. Por muito tempo, foi considerada uma condição exclusiva de adultos, o que gerou um atraso no reconhecimento e manejo em pacientes pediátricos. Atualmente, a questão central é se a fibromialgia na infância é uma realidade clínica bem estabelecida ou se ainda é um diagnóstico em construção, sem critérios claros e com sintomas que se sobrepõem a outras condições. Esta revisão de literatura busca esclarecer essa questão Objetivo: Avaliar a realidade clínica e os desafios diagnósticos da fibromialgia na infância Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão de literatura que busca analisar evidências sobre a fibromialgia na infância, investigando se é uma doença de uma realidade clínica estabelecida ou de um diagnóstico ainda em construção. A busca foi realizada nas bases PubMed e Scielo, utilizando descritores em português e inglês: “fibromialgia”, “fibromialgia na infância”, “infância”, “dor pediátrica”, “diagnóstico". Foram considerados revisões, estudos de caso e relatos clínicos publicados nos últimos 20 anos envolvendo populações pediátricas Resultado: A análise comparativa dos estudos evidencia a atual dificuldade clínica em diagnosticar fibromialgia na infância, embora se observem avanços na definição de critérios para avaliação clínica. Nota-se a presença de sintomas compatíveis com fibromialgia, porém frequentemente confundidos com dores do crescimento ou fases iniciais de artrites, sobretudo pela inexistência de marcadores laboratoriais específicos. Ainda assim, a fibromialgia pediátrica permanece no centro das investigações, com esforços voltados à validação de critérios diagnósticos consensuais e aplicáveis à população infantil Conclusão: Nota-se uma problemática em torno da fibromialgia na infância, marcada por atraso no diagnóstico e ausência de marcadores específicos para rastreá-la em pacientes pediátricos. Evidencia-se a necessidade de estudos para melhorar o diagnóstico e tratamento dessa patologia na infância, de modo a proporcionar melhor prognóstico e condução dos quadros
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