ESTRATÉGIAS DE RESSUSCITAÇÃO HEMOSTÁTICA GUIADA POR VISCOELASTICIDADE DO SANGUE (ROTEM/TEM) EM TRAUMA GRAVE
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.467Palavras-chave:
Ressuscitação”, “Hemostasia”, “Sangue”, “Trauma”Resumo
Introdução: Coagulopatias induzidas por trauma podem ser determinantes no óbito precoce, por isso exigem diagnóstico ágil. No entanto, a ressuscitação hemostática nesses casos é ainda complexa. Esta revisão explora o uso de testes viscoelásticos (ROTEM/TEM) para otimizar tal processo em pacientes de trauma grave Objetivo: Este estudo de revisão tem como objetivo sintetizar as evidências científicas sobre o uso de estratégias de ressuscitação hemostática guiadas por ROTEM/TEM no tratamento de pacientes com trauma grave. A análise busca demonstrar como essa abordagem pode otimizar a terapia transfusional, reduzir a mortalidade e melhorar os resultados clínicos Metodologia: A presente revisão bibliográfica foi elaborada a partir de 11 artigos disponíveis na base de dados PubMed, os quais abordam estratégias de ressuscitação hemostática guiadas por ROTEM/TEM em casos de trauma grave. Esses estudos foram selecionados por meio dos descritores “viscoelastic”, "hemostatic resuscitation” e “trauma”. Foram incluídos artigos publicados no período de 2020 a 2025 Resultados: A análise revela que a ressuscitação hemostática guiada por ROTEM/TEM permite uma avaliação rápida da coagulação em traumas graves, identificando coagulopatias como hiperfibronólise e deficiências de fibrinogênio. Estudos mostram que o uso de ROTEM/TEM podem prever transfusões maciças em 15 minutos, guiando intervenções com plasma, fibrinogênio, plaquetas e ácido trenexâmico, reduzindo o uso de hemoderivados e apresentando tendências positivas em subgrupos, como trauma craniano grave, onde o ROTEM/TEM aumentou a sobrevida livre de transfusão maciça em 64%. Dispositivos modernos como o TEG 6s e ROTEM sigma facilitam o uso no ponto de cuidado, mas a evidência é limitada por divergências nos protocolos e necessidade de mais ensaios randomizados, sugerindo potencial, porém não superioridade definitiva sobre testes tradicionais Conclusão: A ressuscitação hemostática guiada por ROTEM/TEM demonstrou ser uma ferramenta promissora na abordagem de traumas graves, permitindo uma avaliação rápida, direcionada e eficaz para a otimização da terapia transfusional do paciente. No entanto, a escassez de ensaios clínicos randomizados e as diferenças entre os protocolos ainda não permitem afirmar a existência de uma vantagem clínica em relação aos métodos tradicionais
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