CANNABIS MEDICINAL E RISPERIDONA NO TRATAMENTO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA EM CRIANÇAS: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DE EFICÁCIA E SEGURANÇA
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.453Palavras-chave:
Autismo, Cannabis Medicinal, Risperidona, Crianças, TratamentoResumo
Introdução: O transtorno do espectro autista (TEA) é um quadro do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, interação social e se associa a comportamentos/interesses repetitivos e/ou restritos. A risperidona (RIS) é um antipsicótico atípico utilizado para controlar distúrbios comportamentais, mas seu uso a longo prazo pode causar efeitos indesejáveis. Estudos recentes destacam o canabidiol (CBD) como opção promissora no tratamento dos sintomas do TEA, devido a propriedades ansiolíticas e neuroprotetoras Objetivos: Comparar como a CBD e RIS atuam, analisando benefícios e efeitos adversos no tratamento de TEA Método: Foram revisados artigos no PubMed com os termos "autism, child, cannabis, risperidone". Após aplicação de filtros e critérios de inclusão/exclusão, 5 artigos foram selecionados Resultados: A RIS demonstrou eficácia no alívio de irritabilidade, hiperatividade e estereotipias, com taxa de resposta positiva de 70% em crianças e adolescentes. Apresentou superioridade ao placebo em escalas como Aberrant Behavior Checklist e Clinical Global Impression. Entretanto, efeitos colaterais como ganho de peso e sonolência são comuns, especialmente em meninas, recomendando-se o uso da menor dose eficaz. Os estudos são limitados por amostras pequenas e de seguimento curto. O CBD demonstrou benefícios na interação social, na redução da ansiedade, na melhora do comportamento e no aumento do número de refeições diárias em crianças com TEA. Os efeitos na atenção, entretanto, foram observados principalmente em casos leves, sugerindo que a eficácia e a dose podem variar conforme a gravidade do transtorno. Os efeitos adversos mais comuns do uso de extrato de planta total foram sonolência (27%) e redução do apetite (21%), sem ocorrência de eventos graves. Efeitos adversos de menor frequência incluíram sintomas gastrointestinais (4,8%) e distúrbios do sono (4,3%). Em resumo, a RIS demonstra maior eficácia em sintomas comportamentais graves, enquanto o CBD parece mais vantajoso para sintomas leves, com menor risco de efeitos adversos, embora evidências ainda sejam limitadas Conclusão: O CBD mostra-se promissor, com ganho de funcionalidade social, redução da ansiedade e controle dos comportamentos desafiadores. Apresenta perfil de segurança mais favorável que a RIS, com menor incidência de eventos adversos graves. A escolha terapêutica deve considerar o quadro clínico individual e carece de estudos de longo prazo
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