CANABIDIOL COMO TERAPIA ADJUVANTE NA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E PERSPECTIVAS FUTURAS
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.452Palavras-chave:
Depressão, Canabidiol, THC, Sistema endocanabinoideResumo
Contexto: A depressão afeta 280 milhões de pessoas globalmente, sendo uma das principais causas de incapacidade. Apesar do arsenal terapêutico disponível, 30% dos casos evoluem para depressão persistente, não respondendo adequadamente às opções convencionais. Esse cenário abre espaço para novas estratégias, como o uso de fitocanabinoides, sendo eles CBD e THC, o que têm ganhado atenção, mas persistem incertezas sobre eficácia e segurança Objetivo: O trabalho buscou revisar as evidências científicas sobre o uso do CBD como terapia adjuvante no tratamento da depressão, avaliando seu mecanismo de ação, benefícios relatados em estudos clínicos e limitações atuais, além de discutir a segurança e os riscos associados ao tetraidrocanabinol (THC) Métodos: Realizou-se uma revisão narrativa nas bases PubMed, Scopus, SciELO e Google Scholar (2010-2024). Incluiu-se ensaios clínicos, revisões sistemáticas, metanálises, estudos pré-clínicos e documentos oficiais de entidades médicas. Os critérios de inclusão foram baseados em relevância e rigor metodológico Resultados: As evidências sugerem que o CBD modula indiretamente o sistema endocanabinoide, atuando em receptores 5-HT1A e TRPV1, com evidências pré-clínicas e clínicas limitadas de efeitos antidepressivos e ansiolíticos. Estudos apontam melhora em humor e sono na depressão resistente, com baixo risco de efeitos adversos (fadiga, diarreia). O THC exibe efeito dose- dependente: doses baixas podem ter ação ansiolítica, mas altas doses elevam riscos de psicose, dependência (9% dos usuários) e efeitos cardiovasculares. Entidades como a ABP contraindicam seu uso em psicoses Conclusão: O CBD é promissor para depressão e comorbidades, mas ensaios clínicos robustos são necessários. O THC requer cautela extrema. O uso deve ser criterioso, individualizado e regulamentado, com monitoramento contínuo e base em evidências científicas. Dessa forma, o THC, devido aos riscos significativos, exige cuidado redobrado e não deve ser utilizado sem critérios bem definidos. Avanços científicos futuros, por meio de estudos clínicos amplos e controlados, são fundamentais para estabelecer protocolos claros de segurança e eficácia
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