ATENDIMENTO AO PACIENTE TRAUMATIZADO: RELATO DE CASO DE UM MANEJO ESPLÊNICO - RELATO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.450Palavras-chave:
Trauma, baço, esplenectomia, cirurgia, emergênciaResumo
Contexto: O trauma esplênico possui manejo ideal controverso, mas enfatiza a prevenção de complicações, como o Diamante Letal, descrito por hipocalcemia, acidose, hipotermia e coagulopatia, o qual confirma hemorragia severa e, por isso, seu diagnóstico e manejo precoces são essenciais para minimizar o alto risco de mortalidade. Apresentando como principais objetivos a discussão e a relação do manejo do paciente traumatizado, com enfoque no trauma esplênico. DESCRIÇÃO DO CASO. Paciente de 41 anos, atendido no Hospital Regional da Ceilândia – DF, em Julho de 2022, após trauma automobilístico. O paciente chegou ao Pronto- Socorro com PA de 75x55 mmHg, FC de 110 bpm, SatO2 90% aa. Foi solicitado exame de eletrólitos, onde se constatou hipocalcemia (5,4 mg/dL). Seguindo o protocolo, foi submetido ao controle de danos e foi encaminhado à Tomografia Computadorizada (TC) de tórax e abdômen, que demonstrou presença de líquido na cavidade abdominal. Foi indicada laparotomia exploratória com esplenectomia de emergência. DISCUSSÃO. No manejo do trauma, alguns aspectos são importantes, como o atendimento inicial, o qual visa a prevenir o Diamante Letal, garantindo a sua reversibilidade. Grande parte dos pacientes apresenta hipocalcemia, sendo esse grupo associado à maior mortalidade e ao aumento da necessidade de múltiplas transfusões, por isso, o principal ponto é enfatizar a importância de manejo precoce dos níveis de cálcio nos pacientes traumatizados, para prevenir ou minimizar a presença e a gravidade da hipocalcemia Conclusão: Diante de tal cenário, evidencia-se como fulcral, não somente a resolução do quadro de trauma esplênico o qual o paciente sofreu, como também, o adequado manejo às situações agravantes, tal como a hipocalcemia. Para que, dessa forma, obtenha- se sucesso na plena abordagem ao paciente traumatizado, bem como haja redução da morbimortalidade em tais casos, além de utilizar uma terapêutica em que obtenha-se o melhor prognóstico ao paciente. Tendo em vista o exposto, as medidas de manejo precoce, com controle efetivo da situação, impedindo a evolução ao Diamante Letal, são imperiosas aos casos de trauma e choque hemorrágico
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