ASSOCIAÇÃO ENTRE ESCOLARIDADE E INCIDÊNCIA DE TUBERCULOSE NAS REGIÕES BRASILEIRAS: UM ESTUDO TRANSVERSAL (2010-2020)

Autores

  • Fernanda Barreto Rosado de Miranda
  • Gabrielle Fernandes Lima
  • João Pedro Barbosa Rocha
  • José Júnio Martins Trigueiro
  • Juliana dos Santos Cristovão
  • Laura Rodrigues Cristovão
  • Lorena de Souza Santos
  • Raquel Correia Varela
  • Raquel Nóbrega de Sousa
  • Wanderson Kleber de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.59370/rbcm.449

Palavras-chave:

Tuberculosis Incidence, Education Level, Social Determinants, Epidemiology, Health Disparities

Resumo

Introdução: A escolaridade é um determinante social importante na vulnerabilidade à tuberculose (1,2). Estudos apontam que baixo nível educacional relaciona-se a maior incidência e abandono do tratamento no Brasil (3). Assim, analisar a relação entre escolaridade e incidência da tuberculose nas regiões brasileiras é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas focadas em educação e saúde Objetivos: Analisar a relação entre o nível de escolaridade e a incidência de tuberculose no Brasil, considerando as desigualdades regionais e os fatores associados, no período de 2010 a 2020 Metodologia: Trata-se de um estudo transversal sobre escolaridade de pacientes com tuberculose no Brasil, entre 2010 e 2020. Foram analisados 121.310 registros desidentificados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN). A variável dependente foi a cultura do escarro positiva ou negativa para tuberculose, e a independente o nível de escolaridade (analfabetos vs. ensino superior completo), com análise nos programas TabWin e OpenEpi Resultados: Entre 2010 e 2020, a região Nordeste apresentou a maior proporção de casos de tuberculose entre analfabetos, destacando-se os estados do Ceará (91.0%), Maranhão (89.1%) e Pernambuco (87.8%). Foi identificada uma associação significativa entre escolaridade e a incidência de tuberculose, com risco de cultura positiva de 60.63% entre analfabetos e 50.33% entre indivíduos com ensino superior completo. A razão de risco foi de 1.205 (IC 1.119 – 1.297), indicando que analfabetos têm 20.5% mais chances de testar positivo. A análise dos dados revelou uma associação significativa entre escolaridade e a incidência de tuberculose, com destaque para a alta prevalência da doença entre analfabetos na região Nordeste. Esses achados corroboram estudos que mostram que a baixa escolaridade contribui para aumento da incidência, atraso na busca por tratamento e pior adesão ao seguimento, agravando a propagação da doença(3,4). As limitações do estudo incluem a dependência dos dados secundários do SINAN, que podem ter subnotificação ou inconsistências. Implementar políticas públicas de educação e acesso à saúde pode reduzir as disparidades regionais e melhorar o controle da tuberculose Conclusão: A baixa escolaridade relaciona-se à maior incidência de tuberculose, destacando a importância de políticas públicas de educação, diagnóstico precoce e tratamento para reduzir as desigualdades regionais

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Miranda, F. B. R. de, Lima, G. F., Rocha, J. P. B., Trigueiro, J. J. M., Cristovão, J. dos S., Cristovão, L. R., Santos, L. de S., Varela, R. C., Sousa, R. N. de, & Oliveira, W. K. de. (2026). ASSOCIAÇÃO ENTRE ESCOLARIDADE E INCIDÊNCIA DE TUBERCULOSE NAS REGIÕES BRASILEIRAS: UM ESTUDO TRANSVERSAL (2010-2020). REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, 2(S1), 20. https://doi.org/10.59370/rbcm.449