ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS INTERNAÇÕES HOSPITALARES POR FRATURA DE FÊMUR NO DF: ANÁLISE DE DADOS EM CRIANÇAS MENORES DE 14 ANOS (2014–2024)

Autores

  • Ana Carolina Pessoa Florencio
  • Ana Gabriela de Melo Sandoval
  • Eduardo Martins Parca
  • Fabiana Pereira de Moura Martins
  • Fernanda Garrote Braga
  • Igor Cunha Ferraz
  • Júlia de Lima Machado
  • Mateus Aguiar Moura
  • Renata Vasques Palheta Avancini
  • Rodrigo Leão Teixeira de Magalhães

DOI:

https://doi.org/10.59370/rbcm.441

Palavras-chave:

Fratura de fêmur, crianças, adolescentes, Distrito Federal, epidemiologia

Resumo

Contexto: A fratura de fêmur em menores de 14 anos é agravo ortopédico grave, frequentemente associado à internação hospitalar, tratamento de alta complexidade e impacto funcional e social. Os principais fatores de risco incluem quedas, acidentes domésticos, esportivos, de trânsito e, em alguns casos, violência. O predomínio no grupo de 10–14 anos relaciona-se à maior prática esportiva e acidentes de trânsito, enquanto em menores de 1 ano, embora raras, as fraturas devem levantar suspeita de maus-tratos. O impacto clínico é significativo, envolvendo cirurgias, imobilizações prolongadas e reabilitação, com repercussões sociais, econômicas e escolares. A análise epidemiológica permite identificar grupos vulneráveis e subsidiar estratégias de prevenção Objetivo: Analisar a evolução das internações por fratura de fêmur em crianças e adolescentes de até 14 anos no Distrito Federal entre 2014 e 2024, descrevendo tendências temporais e distribuição por faixa etária Método: Estudo epidemiológico descritivo, baseado em dados secundários do DATASUS (Morbidade Hospitalar do SUS por Local de Atendimento). Foram selecionadas internações por fratura de fêmur em crianças de 0 a 14 anos no Distrito Federal, entre 2014 e 2024, com análise de tendência temporal e distribuição por faixa etária Resultados: No período, ocorreram 724 internações, com o maior número em 2015 (101) e o menor em 2019 (47), representando redução de 53,5% entre 2015 e 2019, seguida de estabilização entre 2020 e 2024, com média anual de 54 casos. O grupo de 10–14 anos apresentou 361 casos (49,9%), com queda de 56,2% até 2021 e estabilização posterior em 21– 26 casos/ano. Entre 5–9 anos houve 201 casos (27,7%), com oscilações sem padrão definido. Entre 1–4 anos registraram-se 146 casos (20,1%), com discreta redução após 2018, e em menores de 1 ano, 16 casos (2,2%), sem padrão definido Conclusão: Entre 2014 e 2024, as internações por fratura de fêmur em crianças do DF apresentaram dois períodos distintos: queda expressiva até 2019 e estabilização posterior, sugerindo influência de fatores regionais e possivelmente da pandemia sobre mobilidade e exposição a riscos. O grupo de 10–14 anos concentrou quase metade dos casos, reforçando a natureza multifatorial do agravo. Apesar da limitação de usar apenas dados do SUS, os achados evidenciam a necessidade de políticas contínuas de prevenção, atenção ortopédica especializada e suporte psicossocial, visando reduzir morbidade e impacto familiar e social

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Florencio, A. C. P., Sandoval, A. G. de M., Parca, E. M., Martins, F. P. de M., Braga, F. G., Ferraz, I. C., Machado, J. de L., Moura, M. A., Avancini, R. V. P., & Magalhães, R. L. T. de. (2026). ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS INTERNAÇÕES HOSPITALARES POR FRATURA DE FÊMUR NO DF: ANÁLISE DE DADOS EM CRIANÇAS MENORES DE 14 ANOS (2014–2024). REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, 2(S1), 12. https://doi.org/10.59370/rbcm.441