ANALGESIA NO PÓS-OPERATÓRIO DE ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO: ANÁLISE COMPARATIVA DE MÉTODOS DISPONÍVEIS ANALGESIA NO PÓS-OPERATÓRIO DE ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO: ANÁLISE COMPARATIVA DE MÉTODOS DISPONÍVEIS
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.439Palavras-chave:
Manejo da dor, Analgesia multimodal, Recuperação funcionalResumo
Contexto: A artroplastia total do joelho (ATJ) é amplamente realizada, com melhora funcional e alívio da dor. Contudo, a dor pós-operatória pode atrasar mobilização e reabilitação. Diversas estratégias analgésicas são descritas, cada uma com benefícios e limitações Objetivo: Comparar métodos analgésicos no pós-operatório de ATJ quanto à eficácia, segurança e impacto funcional Método: Revisão na PubMed (descritores: “total knee arthroplasty pain”, “postoperative analgesia”, “analgesia”), filtrando 2021–2025; dos 629 estudos, seis foram incluídos por abordar diretamente analgesia na ATJ Resultados: O bloqueio contínuo do canal adutor promoveu analgesia prolongada e preservação funcional, em contraste ao bloqueio femoral, ligado a maior fraqueza muscular e necessidade analgésica adicional. Protocolos multimodais com infiltração de bupivacaína lipossomal e dexametasona reduziram significativamente dor, consumo de opioides e tempo de recuperação, sobretudo associados a inibidores seletivos de COX-2. A morfina epidural apresentou analgesia inicial superior, porém maior incidência de náuseas, vômitos, prurido e retenção urinária; já protocolos sem opioides neuraxiais preservaram a força do quadríceps, com menos efeitos adversos e analgesia equivalente após 24–36h. Técnicas poupadoras de força, como o bloqueio do canal adutor, favoreceram mobilização precoce, menor tempo de internação e menor risco de cronificação da dor. Para pacientes sem indicação cirúrgica imediata ou com dor refratária, o bloqueio dos nervos geniculares, por radiofrequência ou fármacos, mostrou redução >50% da dor, analgesia sustentada por até três meses, baixa taxa de complicações e retorno rápido à deambulação. Protocolos multimodais individualizados, combinando bloqueio do canal adutor, infiltração periarticular e AINEs seletivos, com opioides restritos a resgate, alcançaram melhor equilíbrio entre analgesia, preservação funcional e segurança Conclusão: Estratégias multimodais, especialmente as que integram bloqueio do canal adutor, infiltração periarticular e AINEs seletivos, oferecem analgesia eficaz, preservam força muscular e favorecem a reabilitação precoce. O uso criterioso de opioides aumenta a segurança e reforça a necessidade de protocolos individualizados e de novos estudos longitudinais
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