ACURÁCIA DE MODELOS DE APRENDIZADO DE MÁQUINA NA PREVISÃO DE NEFROPATIA DIABÉTICA: ANÁLISE DE BIOMARCADORES E FATORES DE RISCO EM DIABETES TIPO 2

Autores

  • Anderson Rodrigues Xavier
  • Ellen Ketlen Conceição de Sousa
  • Gabriele Vieira Araújo
  • Geovana de Lourdes Silva
  • Joel Paulo Russomano Veiga
  • Kaylane Vitória Nascimento
  • Maria Clara Beserra D'Anaquim Cruz

DOI:

https://doi.org/10.59370/rbcm.437

Palavras-chave:

Biomarcadores, Diabetes Mellitus Tipo 2, Fatores de risco, Inteligência Artificial, Nefropatias Diabéticas

Resumo

Contexto: Nefropatia diabética (ND) é uma complicação grave do diabetes mellitus tipo 2 (T2DM) e a principal causa de doença renal crônica. A detecção precoce é essencial para implementar intervenções preventivas da progressão. Objetivo: Analisar a eficácia de modelos de inteligência artificial (IA) na previsão do risco de ND em pacientes com T2DM, analisando desempenho dos algoritmos, biomarcadores e limitações dos estudos. Método: Revisão bibliográfica segundo a base PubMed sobre T2DM, nefropatia, IA e variáveis clínicas. Dos 25 artigos encontrados, 9 atenderam aos critérios de inclusão, estudos originais dos últimos 5 anos, sendo analisados qualitativamente. Resultado: Modelos de IA e aprendizado de máquina mostraram alta acurácia na previsão da ND. O Support Vector Machine apresentou bom desempenho em estudo retrospectivo (AUC 0,80; F1-score 0,74), superando algoritmos como Random Forest e Gradient Boosting. Em análises multicêntricas, o CatBoost destacou-se (AUC 0,861; acurácia 77,7%), enquanto o Random Forest demonstrou maior robustez na previsão de progressão para doença renal terminal (ESRD) (AUC 0,90) e na detecção de microalbuminúria (acurácia 80%). Abordagens de deep learning alcançaram desempenho ainda superior, com AUC de até 91,7%. Quanto aos preditores, destacaram-se os marcadores de função renal, como creatinina sérica e taxa de filtração glomerular estimada, além da ureia, proteína urinária total e cistatina-C, sobretudo para estimar progressão à ESRD. O controle glicêmico, avaliado pela hemoglobina glicada e sua variabilidade, também se mostrou central. Complicações microvasculares foram associadas a maior risco de ND, sendo que modelos que integraram imagens de retina com a clínica obtiveram desempenho superior. Outros fatores relevantes incluíram hipertensão, pressão arterial sistólica, duração do diabetes e triglicerídeos, enquanto idade, sexo e controle glicêmico tiveram menor importância em estágios avançados. Achados adicionais apontaram a relação neutrófilo-linfócito como marcador inflamatório associado a maior risco, enquanto nível adequado de vitamina D atua como fator protetor. Conclusão: A IA mostrou alta acurácia na previsão da ND. Os principais preditores são os marcadores de função renal, o controle glicêmico e as complicações microvasculares, além de fatores como inflamação e vitamina D. Assim, é uma ferramenta promissora para o rastreio precoce e para a estratificação de risco, com impacto relevante na terapêutica

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Publicado

28-08-2026

Como Citar

Xavier, A. R., Sousa, E. K. C. de, Araújo, G. V., Silva, G. de L., Veiga, J. P. R., Nascimento, K. V., & Cruz, M. C. B. D. (2026). ACURÁCIA DE MODELOS DE APRENDIZADO DE MÁQUINA NA PREVISÃO DE NEFROPATIA DIABÉTICA: ANÁLISE DE BIOMARCADORES E FATORES DE RISCO EM DIABETES TIPO 2. REVISTA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, 2(S1), 8. https://doi.org/10.59370/rbcm.437