ABORDAGENS TERAPÊUTICAS NA DOENÇA DE PARKINSON EM IDOSOS: DO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO ÀS TERAPIAS INTEGRATIVAS
DOI:
https://doi.org/10.59370/rbcm.436Palavras-chave:
Doença de Parkinson, Tratamento, IdososResumo
Contexto: A Doença de Parkinson (DP) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva e a segunda mais comum no mundo, afetando principalmente idosos. Seus sintomas motores, como tremor, rigidez e bradicinesia, associam-se manifestações não motoras como depressão e declínio cognitivo, comprometendo autonomia e qualidade de vida. O aumento da prevalência da DP, aliado ao impacto socioeconômico, ressalta a necessidade de estratégias terapêuticas eficazes. Objetivo: Discutir e analisar as principais terapias farmacológicas e não farmacológicas utilizadas no tratamento da DP em idosos, avaliando sua eficácia, limitações e impacto sobre a progressão da doença e o bem-estar do paciente. METODO. Revisão bibliográfica em bases de dados (PubMed, Scielo, LILACS, Google Scholar), utilizando os descritores Parkinson's Disease, Treatment e Elderly. Foram incluídos estudos em inglês e português, publicados nos últimos 20 anos, que comparassem intervenções farmacológicas e não farmacológicas na população idosa. RESULTADO A Levodopa se destaca como fármaco mais eficaz na melhora dos sintomas e redução da mortalidade, mas seu uso prolongado associa-se a flutuações motoras e discinesias. Agonistas dopaminérgicos apresentam efeito neuroprotetor, embora com maior risco de suspensão por efeitos adversos como confusão e sonolência. Entre terapias nãi farmacológicas, exercícios físicos (caminhadas, musculação, Yoga) melhoram mobilidade, equilíbrio, cognição e qualidade de vida. Estudos demonstram que Yoga e exercícios resistidos reduzem sintomas motores e favorecem bem-estar psicológico e espiritual. Musicoterapia e acupuntura também se mostraram benéficas como complemento. Conclusão: O tratamento da DP em idosos deve ser multidisciplinar, unindo fármacos e terapias complementares. A farmacoterapia, embora essencial, não é suficiente isoladamente. Atividades físicas e práticas integrativas reduzem dependência medicamentosa, aliviam sintomas e melhoram a autonomia. O manejo integrado, aliado a novos estudos sobre terapias não farmacológicas e alternativas neuroprotetoras, é fundamental para garantir qualidade de vida e dignidade no envelhecimento
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