Esporotricose linfocutânea em gato doméstico

Relato de caso

Autores

  • Poliana Lima Graduanda de Medicina Veterinária, no Centro Universitário Maurício de Nassau, Rio de Janeiro (RJ)
  • Beatriz Bezerra Graduanda de Medicina Veterinária, no Centro Universitário Maurício de Nassau, Rio de Janeiro (RJ)
  • Carla Carriço Graduanda de Medicina Veterinária, no Centro Universitário Maurício de Nassau, Rio de Janeiro (RJ)
  • Renata Perez Graduanda de Medicina Veterinária, no Centro Universitário Maurício de Nassau, Rio de Janeiro (RJ)
  • Maria Rita Araujo Graduanda de Medicina Veterinária, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (RJ)
  • Lucas Francisco Correia Médico Veterinário, mestre e doutor em Clínica e Reprodução Animal pela Universidade Federal Fluminense - RJ, e coordenador do curso de Medicina Veterinária pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Rio de Janeiro (RJ)

Palavras-chave:

esporotricose felina, Sporothrix spp, Dermatozoonose, forma linfocutânea

Resumo

A esporotricose é uma micose subcutânea zoonótica causada por espécies do gênero Sporothrix, de grande importância clínica e epidemiológica em felinos. Este trabalho relata um caso de esporotricose linfocutânea em um gato doméstico, destacando aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. Foi atendido, no município do Rio de Janeiro, um felino macho, sem raça definida, com nove meses de idade e 4 kg, apresentando lesão ulcerada em membro torácico direito e nódulos subcutâneos em trajeto linear até a região axilar. Ao exame físico, observou-se aumento do linfonodo axilar direito. Foram realizados hemograma e citopatologia por imprint da lesão, corada pelo método panóptico. O exame citopatológico revelou inflamação piogranulomatosa com estruturas leveduriformes compatíveis com Sporothrix spp. O hemograma evidenciou leucocitose, neutrofilia, monocitose e eosinofilia. O tratamento consistiu em itraconazol por via oral, associado a suporte complementar e terapia tópica por 10 dias. Houve regressão dos nódulos após sete dias, cicatrização completa das lesões e ausência de linfonodomegalia aos 60 dias. Devido à persistência de alterações hematológicas, o tratamento foi mantido por 120 dias, com evolução favorável. O caso destaca a importância do diagnóstico precoce, do tratamento prolongado e do acompanhamento clínico-laboratorial na esporotricose felina.

Biografia do Autor

Lucas Francisco Correia, Médico Veterinário, mestre e doutor em Clínica e Reprodução Animal pela Universidade Federal Fluminense - RJ, e coordenador do curso de Medicina Veterinária pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, Rio de Janeiro (RJ)

Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense (2016), mestrado em Medicina Veterinária (Clínica e Reprodução Animal) pela Universidade Federal Fluminense (2018) e doutorado em Medicina Veterinária (Clínica e Reprodução Animal) pela Universidade Federal Fluminense (2022). Realizou período de doutorado-sanduíche no Institut National de la Recherche Agronomique (Nouzilly, França). Atualmente é pós-doc da Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor de ensino superior do CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU DE RIO DE JANEIRO (UNINASSAU-RIO). Tem experiência em Medicina Veterinária nas áreas de Reprodução Animal, Biotecnologias da Reprodução, Criopreservação de Gametas e Embriões, Microbiologia veterinária, Doenças infecciosas dos animais domésticos e Patologia Clínica Veterinária.

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Publicado

17-06-2026

Como Citar

Lima, P., Bezerra, B., Carriço, C., Perez, R., Araujo, M. R., & Correia, L. F. (2026). Esporotricose linfocutânea em gato doméstico : Relato de caso. REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC, 10(1), 60–67. Recuperado de https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/369

Edição

Seção

Clínica Médica de Pequenos Animais

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