https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/issue/feed REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC 2026-02-02T14:49:44+00:00 Prof. Dr. Fernando Resende fernando.resende@uniceplac.edu.br Open Journal Systems <div id="journalDescription"> <p>A Revista Científica de Medicina Veterinária – REVET do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC é uma publicação digital com o objetivo de servir como um meio de divulgação do conhecimento acadêmico-científico para as diversas áreas da Medicina Veterinária. A realização desta revista reflete o compromisso do corpo docente do UNICEPLAC com a produção do conhecimento e com o ensino superior de qualidade.</p> <p>A REVET tem como público alvo, professores, pesquisadores, e estudantes de todo o Brasil e exterior, que aqui encontrarão um meio para a divulgação dos resultados dos seus projetos de pesquisa, iniciação científica, extensão e trabalhos de conclusão de curso, desde que formatados de acordo com as categorias de textos aceitas para publicação pela revista, a saber: artigo científico, nota, revisão e relato de caso.</p> <p>Por um outro prisma, a REVET também visa contribuir para a formação de recursos humanos, uma vez que aqui estudantes encontrarão material suplementar de estudos para sua formação complementar e desenvolvimento de uma visão atual e crítica da sua área de atuação na Medicina Veterinária.</p> </div> https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/346 Diabetes mellitus juvenil em gato 2025-12-05T17:19:18+00:00 Rodrigo Narciso de Castro narcisoendocrinologia.vet@gmail.com Matheus Albuquerque Basílio do Santos matheus.vet@hotmail.com <p>O diabetes mellitus (DM) em felinos jovens é uma apresentação incomum e impõe desafios adicionais de monitorização e ajuste terapêutico durante a fase de crescimento. Relata-se o caso de uma gata jovem diagnosticada com DM, acompanhada por aproximadamente nove meses desde o início da insulinoterapia com insulina glargina. Apesar de medidas iniciais de manejo nutricional e fracionamento alimentar, a paciente manteve hiperglicemia e sinais clínicos persistentes, exigindo incrementos graduais de dose até estabilização clínica. Após a transição para dieta comercial específica para gatos diabéticos, ocorreu episódio de hipoglicemia sintomática (glicemia 46 mg/dL), com necessidade de redução da dose e ajustes subsequentes baseados em curvas glicêmicas seriadas, culminando em esquema assimétrico (3.0 UI pela manhã e 2.0 UI à noite), com melhora de condição corporal e massa muscular, redução da variabilidade glicêmica e ausência de manifestações clínicas compatíveis com DM. Em reavaliação tardia, houve elevação de frutosamina e glicemia capilar, destacando a necessidade de seguimento contínuo e investigação de intercorrências clínicas. O caso evidencia que, mesmo em contexto de limitações logísticas dos responsáveis, o manejo individualizado com monitorização clínica e glicêmica permite controle satisfatório e adequada qualidade de vida em felinos com DM juvenil.</p> 2026-01-06T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/299 Canabidiol na epilepsia canina 2025-12-18T10:24:30+00:00 Aline Ferreira de Araujo alineferreira.araujo.af@gmail.com Fernando Francisco Borges Resende fernando.resende@uniceplac.edu.br <p>A epilepsia em cães constitui uma das principais afecções neurológicas crônicas da clínica de pequenos animais, exigindo padronização conceitual e condução diagnóstica sistemática para reduzir erros de classificação e otimizar o manejo terapêutico. Este artigo revisa criticamente a literatura sobre classificação, etiologia, epidemiologia e aspectos emergenciais das crises convulsivas, com ênfase na proposta da <em>International Veterinary Epilepsy Task Force</em> (IVETF) e no manejo de crises em cluster e status epilepticus conforme recomendações de consenso. Adicionalmente, discute-se o racional biológico do sistema endocanabinoide e a fundamentação translacional para o uso de canabinoides, especialmente o canabidiol (CBD), no tratamento da epilepsia. A evidência clínica mais robusta para CBD provém da medicina humana, sobretudo como terapia adjuvante, com sinal de redução de frequência de crises em cenários específicos e eventos adversos e interações medicamentosas relevantes. Em cães, embora exista plausibilidade biológica, incluindo a distribuição do receptor CB1 no sistema nervoso, persistem limitações críticas: os estudos clínicos são escassos e heterogêneos, e não há ensaios controlados comparando diretamente canabinoides com antiepilépticos convencionais. Conclui-se que canabinoides devem ser considerados, no estado atual do conhecimento, como adjuvantes experimentais e não substitutos dos antiepilépticos estabelecidos, com necessidade de monitorização e de ensaios clínicos comparativos e padronizados em Medicina Veterinária.</p> 2026-01-06T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/309 Peritonite infecciosa felina 2025-12-18T12:44:38+00:00 Camila Alves de Carvalho camilaalvesdec1@gmail.com <p>A peritonite infecciosa felina (PIF) é uma enfermidade sistêmica associada ao coronavírus felino (FCoV), com maior ocorrência em animais jovens e oriundos de ambientes coletivos, e cujo diagnóstico ante mortem frequentemente é baseado na integração entre histórico, sinais clínicos e exames complementares, sem teste único confirmatório na rotina. Este trabalho objetivou relatar um caso clínico compatível com PIF na forma efusiva em felino macho, sem raça definida, com aproximadamente quatro meses de idade, proveniente de abrigo. O paciente apresentou febre, prostração, hiporexia, perda de peso e distensão abdominal; foram realizados teste rápido para FIV/FeLV (negativo), hemograma e painel bioquímico, ultrassonografia abdominal e avaliação de efusão por abdominocentese, com obtenção de líquido amarelado e teste de Rivalta positivo, sustentando diagnóstico presuntivo altamente sugestivo. Instituiu-se terapia de suporte e manejo nutricional, com evolução clínica progressivamente favorável. Posteriormente, por decisão dos responsáveis, iniciou-se antiviral GS-441524 (2.0mg/Kg, via subcutânea, a cada 24 horas), com aquisição e aplicação sob responsabilidade dos responsáveis, mantendo acompanhamento Médico Veterinário periódico. Observou-se ganho ponderal e estabilidade clínica durante o seguimento, sem eventos adversos graves, exceto lesões alopécicas nos locais de aplicação. Conclui-se que o caso reforça a relevância dos antivirais de ação direta como estratégia contemporânea no manejo da PIF.</p> 2026-01-06T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/351 Bloqueio do quadrado lombar como estratégia analgésica na ovariohisterectomia e ovariectomia 2026-02-02T14:49:44+00:00 Kayane Eduarda Alipio Araújo kayaneeduarda.aa@gmail.com Tharcia Kiara de Oliveira Cruz kayaneeduarda.aa@gmail.com <p>A ovariohisterectomia e a ovariectomia são procedimentos frequentes na rotina veterinária e podem envolver estímulos nociceptivos relevantes, demandando estratégias analgésicas eficazes. O bloqueio do quadrado lombar (quadratus lumborum block, QLB) é uma técnica locorregional guiada por ultrassonografia que tem sido incorporada à analgesia multimodal por potencialmente promover analgesia somática e visceral e reduzir a necessidade de opioides sistêmicos. Esta revisão integrativa reuniu e analisou qualitativamente 10 estudos originais publicados entre 2020 e 2025, envolvendo cães e gatos submetidos a procedimentos de esterilização (ovariohisterectomia/ovariectomia), nos quais o QLB foi empregado com diferentes abordagens técnicas, volumes e anestésicos locais. De modo geral, os achados sugerem que o QLB pode contribuir para redução da nocicepção intraoperatória, menor necessidade de analgesia de resgate e efeito poupador de opioides em determinados protocolos. Entretanto, observou-se heterogeneidade metodológica e variabilidade nos desfechos avaliados, além de relatos de alterações hemodinâmicas, incluindo episódios de hipotensão em parte dos estudos. Conclui-se que o QLB é uma abordagem promissora como componente da analgesia multimodal em procedimentos de esterilização de fêmeas, sendo recomendados estudos adicionais com maior padronização para delimitar sua eficácia e perfil de segurança em diferentes contextos clínicos.</p> 2026-02-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/363 Análise do fenômeno do antropomorfismo em nomes de gatos domésticos 2026-01-23T23:27:45+00:00 Daiana Rauber daiana.rauber@gmail.com Luciana Karine de Souza luciana.development@gmail.com Caroline Moresco de Moura carolinemoresco@gmail.com Juliane Elisabeth Paz julianeeg.paz@gmail.com Fernanda Vieira Amorim da Costa amorimfv@gmail.com <p>O objetivo deste estudo foi investigar as relações entre antropomorfização e a escolha do nome de gatos domiciliados. O fenômeno do antropomorfismo vem sendo analisado de diferentes maneiras com relação a animais domésticos de estimação. Estudos têm demonstrado que a atribuição de características humanas, alimentação e vestimentas semelhantes às humanas são aspectos que impactam a saúde dos pets. O nome dado ao pet na ocasião da adoção pode indicar pistas de que o antropomorfismo esteja no horizonte da relação entre responsável e pet. Diante disso, foi examinado um banco de dados com nomes de 590 gatos, cujos responsáveis eram 538 brasileiros que participaram de uma pesquisa online. A análise qualitativa gerou 19 temas com agrupamentos de nomes, reorganizados em seis temas principais para permitir análises estatísticas, as quais demonstraram a predominância de nomes de pessoas (49,8%), especialmente dados a gatas. A nomeação de gatos enquanto pets é majoritariamente de inspiração humana, e futuros estudos precisam averiguar a razão das nomeações como possível identificação da porta de entrada do antropomorfismo na relação responsável e gato.</p> 2026-01-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC