https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/issue/feed REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC 2026-01-06T13:17:06+00:00 Prof. Dr. Fernando Resende fernando.resende@uniceplac.edu.br Open Journal Systems <div id="journalDescription"> <p>A Revista Científica de Medicina Veterinária – REVET do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC é uma publicação digital com o objetivo de servir como um meio de divulgação do conhecimento acadêmico-científico para as diversas áreas da Medicina Veterinária. A realização desta revista reflete o compromisso do corpo docente do UNICEPLAC com a produção do conhecimento e com o ensino superior de qualidade.</p> <p>A REVET tem como público alvo, professores, pesquisadores, e estudantes de todo o Brasil e exterior, que aqui encontrarão um meio para a divulgação dos resultados dos seus projetos de pesquisa, iniciação científica, extensão e trabalhos de conclusão de curso, desde que formatados de acordo com as categorias de textos aceitas para publicação pela revista, a saber: artigo científico, nota, revisão e relato de caso.</p> <p>Por um outro prisma, a REVET também visa contribuir para a formação de recursos humanos, uma vez que aqui estudantes encontrarão material suplementar de estudos para sua formação complementar e desenvolvimento de uma visão atual e crítica da sua área de atuação na Medicina Veterinária.</p> </div> https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/346 Diabetes mellitus juvenil em gato 2025-12-05T17:19:18+00:00 Rodrigo Narciso de Castro narcisoendocrinologia.vet@gmail.com Matheus Albuquerque Basílio do Santos matheus.vet@hotmail.com <p>O diabetes mellitus (DM) em felinos jovens é uma apresentação incomum e impõe desafios adicionais de monitorização e ajuste terapêutico durante a fase de crescimento. Relata-se o caso de uma gata jovem diagnosticada com DM, acompanhada por aproximadamente nove meses desde o início da insulinoterapia com insulina glargina. Apesar de medidas iniciais de manejo nutricional e fracionamento alimentar, a paciente manteve hiperglicemia e sinais clínicos persistentes, exigindo incrementos graduais de dose até estabilização clínica. Após a transição para dieta comercial específica para gatos diabéticos, ocorreu episódio de hipoglicemia sintomática (glicemia 46 mg/dL), com necessidade de redução da dose e ajustes subsequentes baseados em curvas glicêmicas seriadas, culminando em esquema assimétrico (3.0 UI pela manhã e 2.0 UI à noite), com melhora de condição corporal e massa muscular, redução da variabilidade glicêmica e ausência de manifestações clínicas compatíveis com DM. Em reavaliação tardia, houve elevação de frutosamina e glicemia capilar, destacando a necessidade de seguimento contínuo e investigação de intercorrências clínicas. O caso evidencia que, mesmo em contexto de limitações logísticas dos responsáveis, o manejo individualizado com monitorização clínica e glicêmica permite controle satisfatório e adequada qualidade de vida em felinos com DM juvenil.</p> 2026-01-06T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/299 Canabidiol na epilepsia canina 2025-12-18T10:24:30+00:00 Aline Ferreira de Araujo alineferreira.araujo.af@gmail.com Fernando Francisco Borges Resende fernando.resende@uniceplac.edu.br <p>A epilepsia em cães constitui uma das principais afecções neurológicas crônicas da clínica de pequenos animais, exigindo padronização conceitual e condução diagnóstica sistemática para reduzir erros de classificação e otimizar o manejo terapêutico. Este artigo revisa criticamente a literatura sobre classificação, etiologia, epidemiologia e aspectos emergenciais das crises convulsivas, com ênfase na proposta da <em>International Veterinary Epilepsy Task Force</em> (IVETF) e no manejo de crises em cluster e status epilepticus conforme recomendações de consenso. Adicionalmente, discute-se o racional biológico do sistema endocanabinoide e a fundamentação translacional para o uso de canabinoides, especialmente o canabidiol (CBD), no tratamento da epilepsia. A evidência clínica mais robusta para CBD provém da medicina humana, sobretudo como terapia adjuvante, com sinal de redução de frequência de crises em cenários específicos e eventos adversos e interações medicamentosas relevantes. Em cães, embora exista plausibilidade biológica, incluindo a distribuição do receptor CB1 no sistema nervoso, persistem limitações críticas: os estudos clínicos são escassos e heterogêneos, e não há ensaios controlados comparando diretamente canabinoides com antiepilépticos convencionais. Conclui-se que canabinoides devem ser considerados, no estado atual do conhecimento, como adjuvantes experimentais e não substitutos dos antiepilépticos estabelecidos, com necessidade de monitorização e de ensaios clínicos comparativos e padronizados em Medicina Veterinária.</p> 2026-01-06T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/309 Peritonite infecciosa felina 2025-12-18T12:44:38+00:00 Camila Alves de Carvalho camilaalvesdec1@gmail.com <p>A peritonite infecciosa felina (PIF) é uma enfermidade sistêmica associada ao coronavírus felino (FCoV), com maior ocorrência em animais jovens e oriundos de ambientes coletivos, e cujo diagnóstico ante mortem frequentemente é baseado na integração entre histórico, sinais clínicos e exames complementares, sem teste único confirmatório na rotina. Este trabalho objetivou relatar um caso clínico compatível com PIF na forma efusiva em felino macho, sem raça definida, com aproximadamente quatro meses de idade, proveniente de abrigo. O paciente apresentou febre, prostração, hiporexia, perda de peso e distensão abdominal; foram realizados teste rápido para FIV/FeLV (negativo), hemograma e painel bioquímico, ultrassonografia abdominal e avaliação de efusão por abdominocentese, com obtenção de líquido amarelado e teste de Rivalta positivo, sustentando diagnóstico presuntivo altamente sugestivo. Instituiu-se terapia de suporte e manejo nutricional, com evolução clínica progressivamente favorável. Posteriormente, por decisão dos responsáveis, iniciou-se antiviral GS-441524 (2.0mg/Kg, via subcutânea, a cada 24 horas), com aquisição e aplicação sob responsabilidade dos responsáveis, mantendo acompanhamento Médico Veterinário periódico. Observou-se ganho ponderal e estabilidade clínica durante o seguimento, sem eventos adversos graves, exceto lesões alopécicas nos locais de aplicação. Conclui-se que o caso reforça a relevância dos antivirais de ação direta como estratégia contemporânea no manejo da PIF.</p> 2026-01-06T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA DO UNICEPLAC